Resenha da série You

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A série You foi lançada pela Netflix já tem um tempinho, e só me arrependo por não ter assistido antes!

A história é contada pela perspectiva de Joe Goldberg, um stalker profissional (brincadeira, ele trabalha numa livraria). E tudo começa quando ele vê Beck entrando na loja à procura de um livro.

Ele se interessa quase imediatamente pela jovem, mas, para “investir” seu tempo nela, precisa conferir algumas coisas, ver se conquistá-la vale a pena. É a partir daí que a história começa de verdade, e fica cada vez mais instigante.

Primeiras impressões (primeira temporada)

A série nos dá uma lição importantíssima sobre exposição nas redes sociais. Hoje em dia, grande parte das pessoas compartilha tudo, fotos com amigos e familiares, a localização de onde trabalha ou estuda, mostra os locais que costuma frequentar, enfim… desse jeito fica fácil descobrir informações relevantes sobre alguém.

É o que acontece com a estudante universitária Guinevere Beck, alvo do interesse (obsessão, na verdade) de Joe. Antes mesmo de os dois terem um encontro como duas pessoas normais, ele já sabia onde ela morava, a espionava e tirava conclusões sobre a personalidade dela.

Os episódios terminam com um gostinho de quero mais, de modo que é difícil resistir à vontade de maratonar essa série, mas algumas coisas também são um pouco previsíveis.

Pontos positivos

Penn Badgley é o ator que interpreta Joe Goldberg, e a atuação é muito boa. Esse ator está de parabéns!

Ainda sobre o Joe, a personalidade dele é singular, interessante. Como a série é contada sob a perspectiva dele, podemos perceber que ele dá uma justificativa para tudo. Na cabeça dele, a perseguição a Beck, o ciúme, a “proteção”, entre outras coisas, fazem sentido, e suas motivações são válidas.

Joe não é aquele personagem que sentimos raiva logo de cara ou torcemos para que se dê mal nos primeiros episódios. Ele é um protagonista complexo o suficiente pra gente entender que o que ele faz é errado, mas, ainda assim, esperar que tudo fique bem no final das contas. Ele é divertido, cínico, intenso, obsessivo, calmo, obstinado… tudo em um só personagem.

O roteiro: apesar de alguns acontecimentos serem previsíveis, o roteiro é bom, intercalando momentos de tranquilidade com situações tensas. O final da primeira temporada surpreende e mostra uma engenhosidade incrível de Joe (além de muita sorte!)

Segunda temporada

Na segunda temporada, continuamos acompanhando Joe, só que em outra cidade. Ele precisou se mudar por um bom motivo (que não darei spoiler), e agora vive em Los Angeles.

Assim que chega, procura emprego numa livraria e acaba conhecendo Love (sim, é esse o nome da moça. Irônico?! Talvez). Não é surpresa quando ele se encanta por Love, mas Joe está decidido a mudar (eu disse que ele era um personagem complexo). Ele não quer repetir erros do passado nem se envolver em mais problemas. Estava evitando o amor e acabou encontrando Love, hahaha.

Com muito empenho de Love, ela e Joe começam a se relacionar. Ele tenta controlar os antigos impulsos, pois tem o desejo de mudar, de se tornar uma pessoa melhor por Love e para Love. E que personagem, que temporada imprevisível e surpreendente! A cada episódio descobríamos uma coisa nova que podia impactar no relacionamento de Joe e Love. Quando ela descobre uma coisa sobre Joe que ele mentiu, as coisas desandam e começam a dar errado.

Pontos negativos da série

Além da relativa previsibilidade da primeira temporada, um ponto negativo que achei foi Guinevere Beck. Ela não foi uma personagem que me conquistou. Era facilmente manipulada (e não apenas por Joe), vivia uma realidade que não podia sustentar apenas para aparentar estar bem nas redes sociais e para os seus amigos. Não mostrava ter caráter em seus relacionamentos românticos. No entanto, compreendo as “falhas de Beck”, não esperava uma santinha nem nada do tipo, mas ela não precisava ser tão chata. Se não fosse pelo final da primeira temporada, a chamaria de mosca-morta.

Uma crítica ao final da segunda temporada.

E que também é um ponto negativo: Os episódios da segunda temporada evoluíram bem, sendo intrigantes, surpreendentes e mantendo a curiosidade do espectador para saber como tudo terminaria. O climax da série fez Joe questionar as próprias atitudes e rever suas motivações. Após uma morte inesperada acontecer, tudo parece que vai terminar bem.

No entanto… nos últimos minutos da temporada, duas coisas ficam claras: a primeira é que haverá uma terceira temporada. E a outra é que tudo que Joe afirmava ao longo dos episódios nas duas temporadas não era verdade. Ele trai as próprias convicções, trai o argumento em que se agarrava para cometer as piores coisas de que era capaz.

Para quem está assistindo a impressão que fica é que Joe é, de fato, obsessivo, doente. Para mim isso foi tão decepcionante quanto sei que foi uma boa estratégia, também. Com certeza vou assistir a próxima temporada para saber o que vai acontecer porque sei que vai pegar fogo, principalmente pela maneira como tudo terminou.

 


Obrigada por ter lido até aqui! Se você assistir a série, me conta lá no Instagram o que achou. E te convido para conhecer os meus livros ♥ Eles têm romance, mas estão longe de serem abusivos e doentios quanto os relacionamentos de You.

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