Resenha da série Jane The Virgin

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Assisti a série Jane the Virgin na Netflix, que está com 4 temporadas disponíveis. Um amigo meu já tinha me recomendado para assistir, mas não tive muito interesse.

Só que a quarentena mudou um pouco as coisas de figura, e acabei me aventurando com séries e filmes novos.

A premissa dessa série chama atenção logo de cara, admito. Jane Gloriana Villanueva é uma jovem dedicada, que estuda para ser professora e trabalha para ajudar a família, e, obviamente, é virgem. Por um erro médico, ela acaba sendo artificialmente inseminada e fica grávida (Isso mesmo, ela é uma virgem grávida). Jane ficará dividida entre seu namorado Michael e Rafael Solano, o pai do bebê.

Primeiras impressões

Tenho que admitir que o Piloto me prendeu, e assisti a primeira temporada com empolgação. A série mistura romance, humor, drama… promete ser como uma novela mexicana, e cumpre a promessa. Tem um resumo do capítulo anterior a cada início de episódio e, no começo, isso foi bem legal. No entanto, depois de vários episódios, fica chato e cansativo (Vamos perdoar porque dá para pular, né? Só assiste o resumo quem quer).

Gostei de Jane logo de cara. Ela é responsável, dedicada e, pasmem, tem o sonho de ser escritora, apesar de não lutar por isso (farei um post exclusivo para abordar essa questão). Fiquei encantada com o relacionamento dela e do Michael, mas, logo nos primeiros episódios, ela fica grávida e sua vida vira de cabeça para baixo, e ninguém pode julgá-la por isso, né? Já pensou na situação? Senti uma empatia real pela protagonista, que está cercada por uma família pequena, mas amorosa.

A trama acontece em volta da família Solano (Rafael Solano é o pai do bebê da Jane) e do hotel Marbella, palco de assassinatos e momentos impactantes na vida de Jane. Os crimes que acontecem no hotel não têm fim, basicamente, e vão se desenrolando conforme mais personagens aparecem, se envolvem, morrem, voltam (sim, todo mundo tem irmão gêmeo ou não estava realmente morto nessa série, e você se acostuma fácil).

Como primeiras impressões, a série prende a atenção. Fiquei vidrada no que ia acontecer até o final da primeira temporada.

Depois que o primeiro encantamento passa…

Sempre que começamos uma série nova, o entusiasmo é inevitável, mas, com algumas séries, a curiosidade inicial diminui. Foi o que aconteceu comigo com Jane the Virgin. Depois de episódios e mais episódios enrolando para Jane decidir quem ela realmente amava, seu noivo ou o pai do bebê, quando a resposta veio… eu já não estava mais tão animada para ela, sabe?

A indecisão de Jane foi uma coisa irritante. Além disso, sua incapacidade de perdoar uma coisa que seu namorado fez quando ela mesma já tinha errado com ele foi frustrante. Isso passou a impressão de que o amor dos dois não era tão intenso quanto a série queria mostrar.

Então, o romance principal (porque temos muito romance e muitos casais nessa série) não me convenceu. Tinha momentos melhores que outros para Jane e seu par? Claro, com certeza, pois os atores são incríveis e existe toda uma construção de história, cenário, música, iluminação, etc e etc para fazer com que a gente seja convencido que existe o sentimento ali. No entanto, a quase eterna indecisão de Jane me deixava com um pé atrás (para não dizer os dois pés atrás).

Pontos positivos

Os atores são incríveis, sem exagero! Temos o maravilhoso Jaime Camil como Rogelio de la Vega, pai da Jane, e Yael Grobglas como Petra Solano. Temos outros atores incríveis? Com certeza, mas esses dois se destacaram mais para mim, pois tiveram uma combinação de atuação excelente com roteiro crível.

Petra Solano, em particular, se tornou minha favorita porque ela teve uma evolução expressiva durante as temporadas, sem ficar forçado nem tendo sido como num “passe de mágica”, sabe? Ela não ficou boazinha nem perfeita e, se isso acontecesse, estragaria a personagem, na minha opinião. Então, de todas as figuras interessantes que apareceram na série, Petra foi a que mais me surpreendeu (desculpa, Rogelio).

Para quem é fã de romances e adora reviravoltas, essa série é um prato cheio, porque tem muito isso. Sério. Os mistérios que começam com os crimes no hotel também dão uma pitada interessante, mas não foi o suficiente para me prender 100%, então, por isso, vamos para os…

Pontos negativos

Como já mencionei, a indecisão da Jane na primeira temporada é irritante, mas isso melhora, então vamos deixar isso de lado. Um ponto negativo da série (para mim), é que tanta reviravolta acontece que o fato deixa de ser uma surpresa. Eu, como espectadora, passei a esperar e a prever o que aconteceria.

Quem morre, não morre de verdade. Quem era pai de alguém, na verdade não era e a pessoa foi adotada. Gêmeos? Temos essa estratégia, também. Essa “imprevisibilidade” do roteiro se tornou tão comum que ficou sem graça, sabe? Pelo menos, essa é a minha opinião. Tanto que os crimes e a parte misteriosa da série deixou de me prender, e não me importo tanto se a Netflix lançar ou não a próxima temporada… (até porque já sei como a série termina, fui atrás de spoiler hihihi)

Mas eu recomendo, sim, que você assista a série, pois pode se surpreender positivamente. Se você gosta de novela mexicana, provavelmente vai gostar muito de Jane the Virgin. Se está procurando alguma coisa para aquecer o seu coraçãozinho nessa quarentena, acho que essa série é para você!

 


 

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