Resenha da série Freud

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A série Freud foi lançada pela Netflix em março de 2020 e eu confesso que maratonei!

Com apenas 8 episódios, a produção alemã me prendeu do início ao fim, e me despertou diferentes sentimentos e sensações.

Sigmund Freud é nosso protagonista, o pai da psicanálise. Como sou curiosa, decidi assistir essa série sem nem mesmo ler a sinopse. Na minha cabeça, seria algo como uma biografia de Freud.

Que engano, meus queridos!

A série conta um pouco sobre a vida de Freud, sim, mas a ficção está presente com força. Tudo começa quando o jovem doutor acaba se envolvendo em uma investigação policial a respeito da morte de uma mulher. O assassinato misterioso lança Freud numa sequência de acontecimentos quase inacreditáveis! Se você espera por informações séries a respeito da vida do doutor, talvez essa série não seja para você. Mas, se quiser conhecer um pouco sobre Freud e ainda se entreter, acho que pode gostar.

Primeiras impressões

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A história, que se passa em Viena, conta com o ator Robert Finster. E eu não poderia imaginar em uma pessoa melhor para estrelar esse papel. Robert é simplesmente perfeito como Sigmund.

O clima de mistério permeia toda a série, mas se você ficar apenas nos primeiros episódios vai acabar se enganando. O suspense dá lugar à cenas realmente pesadas, que eu até precisava pausar o episódio para respirar um pouco. A ficção não deixa a desejar nesse aspecto.

Pouco a pouco, a narrativa começa a nos apresentar a hipnose, algo que Freud afirmava existir e funcionar, mas que não deu exatamente certo quando ele precisou apresentá-la na universidade de Viena para seus colegas e especialistas. Além disso, a mediunidade também aparece, misturando fantasia à receita da história. Fica chato? Não. Dá para acreditar? Mais ou menos. Mas continua incrível!

E o motivo disso é a personagem Fleur Salomé, que é interpretada pela talentosa Ella Rumpf. Fleur é médium  Freud (Netflix) | Crítica(na verdade, não fica claro se ela é realmente médium e tem poderes sobrenaturais, ou se ela sofre de uma condição chamada de transtorno dissociativo de identidade).

A Fleur “normal” existe, é uma jovem doce, curiosa e prestativa. Ela foi adotada por uma família que tem extrema importância na série. No entanto, existe um outro lado da Fleur, que sequer parece ela. Quando esse “outro lado” aparece, é como se fosse outra pessoa, como se estivesse possuída. A princípio, isso é uma presença sobrenatural, impossível de ser explicada.

Pontos positivos

A série te prende do início ao fim, isso é inegável. Também te dá oportunidade de conhecer um pouco sobre Freud, conceitos de psicanálise, subconsciente, hipnose e como era a situação de pessoas com doenças psiquiátricas antigamente. Uma coisa que me surpreendeu, e que não é ficção, foi a medicina mostrada. A diferença do que tínhamos no passado para o que temos hoje em relação a tratamentos psiquiátricos é simplesmente de uma evolução admirável.

Interpretações incríveis: Não apenas Sigmund e Fleur se destacam. O casal Sophia e Viktor têm uma história surpreendente e os atores honram isso. E o comandante Alfred Kiss também merece destaque.

É uma série sombria: Não, eu não sabia quando comecei a assistir. Mas, quando descobri, era tarde demais. Eu já estava muito curiosa para saber o que aconteceria e continuei a assistir. Para quem gosta desse tipo de série, tenho certeza que vai curtir, porque não falta bizarrice. Não se preocupe, a história não te dá tantos sustos (é só prestar atenção na trilha sonora que você conseguirá prever esses momentos), mas ela assombra o espectador com uma cena mais pesada que a outra.

Tem um ótimo desfecho, e te deixa esperando pela segunda temporada! Oficialmente, a série ainda não foi renovada, mas tenho esperanças.

Pontos negativos

Se você queria saber mais a respeito da vida e obra de Freud, sinto muito. Dá para conhecê-lo um pouco, como o fato de que era viciado em droga, trabalhava em um hospital psiquiátrico e não era valorizado pelos seus colegas de profissão, mas não espere nada muito profundo.

O sobrenatural se mistura a conceitos reais. Isso não me incomodou, mas talvez te incomode. Na verdade, gostei bastante de como uma coisa se entrelaçou a outra. A hipnose transportava a pessoa para um estado em que o subconsciente abria uma porta para o sobrenatural agir, etc, era interessante, maaas…

É exagerado. E isso, sim, me incomodou. Na série, a hipnose é retratada como uma coisa fácil, quase como um dom. Bastava um toque e a pessoa já entrava em transe, aceitava as sugestões sem titubear e cometia as maiores loucuras imagináveis! Sempre que algo assim acontecia eu revirava meus olhos, pois ficou forçado de verdade. Isso não me impediu de curtir a série, no entanto. Você só precisa relevar quando uma simples palavra converter mais uma dezena de homens em marionetes.

Tem que ter estômago: Tem cenas pesadas. Algumas mais que outras, mas elas existem e me fizeram estremecer de repúdio.

Meu veredito

Freud é uma série muito interessante, que pode te entreter e te assombrar na mesma medida por algumas horas. Eu não irei assistir novamente por diversão, acho pesada demais para isso, mas, se a segunda temporada for lançada, com certeza assistirei. A narrativa me prendeu o suficiente do início ao fim, mesmo não sendo um estilo de série que eu gosto, então isso deixa claro a qualidade. Qualidade, na verdade, é o que não falta. Roteiro, elenco, produção, trilha sonora, cenário, iluminação, interpretação… Freud é um show de qualidade. Mas também existe aquele exagero que te faz duvidar de toda a história. Acho que, se você ficou curioso e não tem muitos problemas com cenas pesadas, deve dar uma chance e assistir essa série!

 


 

Obrigada por ter lido até aqui! Se você assistir a série, me conta lá no Instagram o que achou. E te convido para conhecer os meus livros ♥ Eles não são tão sombrios, mas você vai gostar! Hahahahah

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